SEMEC - EDUCAÇÃO INDÍGENA
Atualmente a Secretaria Municipal de Educação do município de Belém realiza atendimento educacional especializado ás crianças e adolescentes indígenas venezuelanas da etnia Warao em três abrigos. Abrigo Estadual Domingos Zaluth temos as professoras Sandra Brandão e Patrícia Albuquerque, na Casa de Autogestão Municipal da Perimetral as professoras Carla Pereira e Rita Lemos; no Abrigo de Autogestão da João Paulo II as professoras Elisangela Haddad, Julinda Santos e Nayna Moreira como professora de educação física. Sob a coordenação de Regianne Esteves de Limma estes atendimentos pedagógicos acontecem a um ano e quatro meses. No dia 03 de dezembro a professora Carla Pereira esteve explanando no III Trilhas do Conhecimento no auditório da Universidade da Amazônia (UNAMA) sobre os caminhos para a construção das práticas em torno da escrita alfabética e numérica em um contexto trilíngue. Considerando o desconhecimento quanto aos processos próprios de aprendizagens das crianças warao é que a proposta de letramento foi um processo construído que passou por etapas correlacionadas que foi desde a construção de uma diagnose inicial tanto em aspectos cognitivos como sociais. No processo de apropriação da língua Warao a comunidade indígena foi essencial, pois eles foram os principais agentes informadores da linguagem warao sendo possível a construção de materiais pedagógicos pelas professoras em sua língua materna facilitando o processo de ensino e aprendizagem. Na construção deste processo de letramento onde o ensino passa pela decodificação, leitura e compreensão da escrita acontece dentro de um contexto da realidade de vida da criança indígena warao. O contexto social vivido pelas crianças é um dos principais alvos deste projeto até que a aprendizagem se torne parte da vida destes estudantes. Estando assim em consonância com a Constituição Federal Brasileira de 1988 e todas as leis que regem a educação para povos indígenas que tem direito a uma educação escolar específica, diferenciada, intercultural, bilíngue, multilíngue e comunitária conforme define a legislação nacional que fundamenta a educação escolar indígena e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação( LDB 9394/96) para tanto buscamos garantir o acesso à educação escolar trilíngue e intercultural gratuita e de qualidade. O processo de construção de conhecimentos utiliza outros suportes teóricos e práticos como as histórias orais, linguagens musicais como o canto warao, as corporais como a dança indígena, assim como exposição de filmes, oficinas, aulas fora do contexto escolar, atividades lúdicas, recreativas e de educação física.
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